Blog
16

mar

2017

O transporte do futuro gira à 10porhora

Série da Forest sobre mobilidade urbana mistura ficção e documentário

 

5726627272_5f66bfd58a_b

Na série 10porHora, os protagonistas mergulham na ciclocultura e também na arte de rua inspirada pela bicicleta (Foto: Thiago Foresti)

 

Os raios de sol escapam por entre as poucas nuvens no céu. O dia está lindo e não deve chover. É uma ótima oportunidade para pedalar por Cuiabá (MT), conversando com ambulantes, comerciantes e pedestres nos mercados Popular e do Porto e no Centro Histórico. Uma trepidação desloca o olhar para o chão e uma ciclovia esburacada se apresenta embaixo da bicicleta em movimento. Pedro chama Roberto e sugere o caminho pela grama.

Esta câmera subjetiva – que apresenta a visão de um dos personagens – é mais comum nas fantasias projetadas em telas do cinema. A técnica foi bem empregada em uma obra da década de 1990 famosa por borrar a linha entre o documental e a ficção: a “Bruxa de Blair”. O filme pode ser definido como um falso documentário realizados por jovens – personagens interpretados por atores – na intenção de resolver um mistério local.

A mescla de ficção e documentário pode incorporar diferentes estilos e receber nomes variados: documentário dramático, drama documentário (docudrama), mockumentary e faction. Joseph V. Brown, mestre pela Universidade de Denver em Ciências Sociais prefere chamar estes híbridos de docuficção, enfatizando a ambiguidade na narrativa destes filmes.

 

A bicicleta se apresenta como alternativa sustentável aos transportes pouco eficientes do espaço urbano  (Foto: Thiago Foresti)

A bicicleta se apresenta como alternativa sustentável aos transportes pouco eficientes do espaço urbano (Foto: Thiago Foresti)

 

A série da Forest Comunicação – com cinco episódios de 26 minutos – é uma docuficção que acompanha a história de Pedro e Roberto na interação real com figuras e espaços característicos de Cuiabá. O primeiro é paulista e o segundo, mineiro. Os forasteiros fictícios se encontram em um hostel na capital mato-grossense e decidem dividir um apartamento.

Empolgados com a ciclocultura, os amigos percorrem os bairros e conhecem as faces metropolitana e tradicional da cidade. Existe um roteiro pré-definido, mas totalmente aberto para a espontaneidade da prosa com os cuiabanos de carne e osso. Esta brincadeira com a linguagem audiovisual constrói um retrato da mobilidade urbana brasileira, com poucos investimentos em transportes ativos e coletivos.

A série foi aprovada pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro – PRODAV e está em fase de desenvolvimento. Nesta etapa, o roteiro é reelaborado várias vezes até chegar o mais próximo do ideal. Afinal, como diz o ditado lembrado por Joseph: um roteiro não é escrito, mas reescrito. De 27 a 31 de março, o Thiago Foresti, roteirista do 10porHora, e a Amanda Fernandes, a produtora executiva, devem trocar figurinhas sobre ficção e documentário com outros profissionais no Laboratório de Desenvolvimento do PRODAV, no Rio de Janeiro.

2 respostas para “O transporte do futuro gira à 10porhora”

  1. João Lacerda disse:

    Pessoal,

    Demais saber do documentário de vocês.

    Mantenham-nos informados!

Deixe uma resposta

Todos os direitos reservados Forest Comunicação 2017
Tree Pixel Agência Digital
Associação Brasileira das Agências de Comunicação