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29

mai

2017

Música e silêncio se completam

Os sons invadem nossa alma e nos transportam para o cenário da narrativa audiovisual

 

Em alta velocidade, entre tiros e explosões, não existe poder que possa frear herói e vilões (aperte o play). Quando estão há poucos metros e o choque é inevitável, os olhares se cruzam ameaçadoramente. No último momento, uma manobra hábil do protagonista resulta em tiros e na esperança de escapar do perigo. É apenas um segundo: a música e os ruídos das rodas derrapando se emudecem. O som é suspenso e a plateia prende a respiração. A tensão toma conta da atmosfera. O herói acerta os tiros e a trilha sonora recomeça discretamente até atingir a potência máxima.

Silêncio e música se completam na narrativa. Não podemos perceber a força de um sem o outro. O diretor de som Bernardo Marquez Alves lembra que o silêncio interrompe e inaugura, com efeito dramático, um outro evento na tela. Ele se torna a antecipação de um novo sentimento, seja de suspense, angústia, medo ou solidão.

A composição se altera de acordo com o sentimento estampado nos rostos e ações dos personagens. Apesar das transformações, a melodia mantém a identidade sonora da obra audiovisual. Dos clássicos aos modernos, com alguns tan-tan-taannn conseguimos imitar e reconhecer nosso filme ou série favoritos. As trilhas de Guerra nas Estrelas (aperte o play), Tubarão (aperte o play) ou Game of Thrones (aperte o play) entram pelos ouvidos e invadem nossa alma. Logo estamos no cenário daquela história, prontos para as próximas cenas.

Segundo a doutora em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Márcia Carvalho, o leitmotiv, ou o motivo que conduz a trilha sonora, permite, a partir da repetição, associar um tema musical com um personagem, uma situação ou ideia. Em Tubarão, não precisamos enxergar o animal, pois a música é suficiente para saber que ele está presente.

Reconhecendo o poder dos sons e melodias, a Forest investiu em uma trilha original para a minissérie Cidade Invisível. Sascha Kratzer foi responsável pela composição, que consegue destacar os momentos dramáticos e de tensão da série ao abordar o tema da escravidão contemporânea (aperte o play). O ponto de partida foi uma primeira montagem dos episódios nos quais o roteirista e diretor, Thiago Foresti, identificava referências musicais para cada sequência de cena, destacando a atmosfera e a emoção daquele momento da história. O resultado é uma melodia envolvente, mas repleta de suspense. E você, o que ouve e para onde é transportado ao escutar a trilha sonora da Cidade Invisível?

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