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09

dez

2016

Grafismo em movimento

Design e cinema de mãos dadas no desenvolvimento da técnica do motion graphics 

Frame da animação “Salvaguardas para REDD+”, realização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso e produção da Forest Comunicação

Frame da animação “Salvaguardas para REDD+”, realização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso e produção da Forest Comunicação

 

A quantidade de dados que nós consumimos beira o imensurável. Pesquisas recentes realizadas pela Universidade do Sul da Califórnia estima que cada pessoa recebe diariamente 34 GB de informação. Diante deste cenário, fica a dúvida: como chamar atenção para o conteúdo socioambiental? Além de ser criativo, é claro, precisamos de ferramentas e recursos para deixar os materiais mais interessantes e atrativos ao público-alvo. O uso de motion graphics, ou videografismo, pode ser uma solução.

Em sua tradução literal, a expressão significa “grafismos em movimento”. Ou seja, elementos artísticos e midiáticos combinados para produzir efeitos e movimentos essenciais para deixar vídeos com uma pegada mais artística, didática e engajada. É preciso tocar a audiência! Segundo Filipe Revoredo, é necessário o esforço extra para dar um acabamento chamativo aos vídeos, ainda mais quando se trata da temática socioambiental, cujos conceitos podem não ser evidentes à maioria das pessoas. Filipe é um profissional da área de motion graphics e trabalhou com a Forest em diferentes vídeos. Alguns exemplos do seu trabalho estão presentes na animação “Salvaguardas para REDD+” e no documentário “O Complexo”.

 

Frame do documentário “O Complexo”, produzido em parceria entre a Forest Comunicação e o Instituto Centro de Vida

Frame do documentário “O Complexo”, produzido em parceria entre a Forest Comunicação e o Instituto Centro de Vida

 

A história do motion graphics tem tudo a ver com o cinema. Em meados dos anos 1950, cineastas famosos, como Alfred Hitchcock, procuraram profissionais para criar vinhetas animadas para o início dos filmes. O impacto visual pretendia explorar uma experiência estética completa e que ficasse na memória. Era preciso mexer com o imaginário dos espectadores! A abertura do clássico Psicose de 1960, por exemplo, usa a combinação de letras animadas e trilha, provocando diferentes sensações até hoje. Essas produções foram possíveis com o advento da tecnologia da época e os recursos da computação gráfica.

Para dominar a técnica é preciso bastante dedicação. O Filipe já possui dez anos de atuação na área, cujo maior desafio é a capacidade de lidar com novidades e informações novas a todo o momento. De todos os trabalhos realizados para a Forest, Filipe recorda que o mais bacana foi o vídeo sobre REDD+ (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação florestal). Bem-humorada, a animação compara um simples corte de cabelo aos serviços ambientais ofertados pela natureza: água, oxigênio e alimento.

A demanda por conteúdos relevantes aumenta dia após dia e o motion graphics permite a criação de narrativas inovadoras. Segundo o Filipe, “quem deseja embarcar nessa basta se jogar sem medo de desafios e com muito desejo de aprender e melhorar sempre”.

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