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10

jul

2017

Fantasia e engajamento social

Roteiros de animação construindo novas realidades

Processo criativo de um projeto de animação da Forest (Imagem: Renato Moll)

Processo criativo de desenvolvimento de um personagem para projeto de animação da Forest (Imagem: Renato Moll)

 

Enquanto os anões da Branca de Neve dançam e cantam, as barbas se mexem de forma natural. A fascinação – gerada pela animação pioneira da Disney – desafia a imaginação até nos dias de hoje. Animação é isso: tudo é possível e o espectador nunca perde por esperar. Criança ou adulto – não importa –, histórias fantásticas em cenários incríveis conquistam pessoas de todas as idades. A animação é uma viagem através de mundos concebidos por outras pessoas. As técnicas despertam fantasias e abrem um portal de possibilidades para a divulgação de uma mensagem ou campanha.

A animação começa com uma ideia e não existe céu nem chão que possa regular a criatividade. A partir da proposta, um roteiro desponta: uma linha lógica para descrever todas as ações dos personagens. “Não basta criar bons desenhos, é necessário criar personagens interessantes e boas estórias para vender bons conceitos”, é isso que defende o estudioso da indústria da animação, Wilian Gatti Júnior. O roteiro oferece os alicerces para a história a ser contada por meio de imagens e de som. Diferente da obra live-action, na animação, a equipe de realização tem total controle sobre os acontecimentos. O conteúdo é tão relevante quanto o desenho de personagens e a elaboração dos cenários.

A redação de um roteiro de animação é mais complexa, pois há a necessidade de desenvolver um novo universo e respeitar as suas leis – limites e potencialidades. De acordo com Stephanie Palmer, ex-executiva da MGM (Metro-Goldwyn-Mayer), a colaboração entre diretores, roteiristas e animadores é essencial para criar um guia de produção com as bases para as demais etapas de realização do filme. O roteiro é reformulado diversas vezes com a ajuda de ferramentas de pré-visualização, como o storyboard.

Frequentemente o roteiro é deixado de lado por animadores que fazem produtos bonitos, mas pouco memoráveis. A opinião é do doutor em Artes pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Daniel Leal Werneck. Fantasia, ficção científica, futuros distópicos, objetos antropomorfizados. Os cenários são diferentes, mas todos os elementos da obra são criados para gerar determinados efeitos e sensações. Não é apenas um desenho bonito para simplesmente reproduzir a realidade. Nada é colocado ali por acaso: em poucos minutos é possível transmitir mensagens fortes e conquistar o coração dos espectadores.  

No caso da Forest, a intenção é gerar reflexão e engajar o público para a adoção de práticas sustentáveis. A animação é mobilizadora, seja explicando o Código Florestal, seja falando de sistemas de REDD+. A criatividade da equipe é provocada pela atuação dos clientes do terceiro setor. Traduzimos em imagens e palavras os sonhos e casos de sucesso para a transformação social. Como uma produtora independente, a Forest aproveita também a expertise acumulada sobre os temas socioambientais para propor roteiros próprios, explorando novos universos. Acreditamos na capacidade do entretenimento em envolver públicos e lançar novas ideias para o debate.

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