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31

mar

2017

Como surgem as ideias

A ordem é uma aliada da inspiração

O branco na folha de papel, na prancha de ilustração ou na linha do tempo do editor de vídeo. O cursor pisca na tela, mas as ideias não fluem. Nesta ocasião, a cor branca pode gerar muita frustação entre os profissionais que trabalham com a comunicação. Como equilibrar a criatividade com os prazos a cumprir, fugindo do pânico do último minuto?

Um primeiro passo é perceber que as ideias são livres e surgem o tempo inteiro. O seu inconsciente não trabalha apenas quando você está no escritório. “A pessoa criativa cria sempre!” A afirmação é do sociólogo Domenico De Masi, famoso pelo conceito de ócio criativo. “Quando falo em ócio criativo, não quero dizer estar na rede sem fazer nada, mas fazendo três coisas ao mesmo tempo: trabalhando, se divertindo e aprendendo.”

A educação e a experiência são essenciais para produzir conteúdo, independente se o produto final é um texto, uma foto, uma peça gráfica ou um vídeo. A máxima do químico Antoine de Lavoisier é facilmente aplicada ao processo de criação: “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Isto é, a combinação de linguagens, conceitos e olhares gera algo novo. Esta inovação agrega valor às mensagens da comunicação e pode se encaixar perfeitamente à demanda do cliente.

 

Fluxograma simplificado para a produção de arte gráfica (Imagem: Forest)

Fluxograma simplificado para a produção de arte gráfica (Imagem: Forest)

 

Porém não é aconselhável depender apenas do brilhantismo do inconsciente: ele pode ser bem instável. A artista plástica e professora Fayga Ostrower defendia que a criatividade só se tornava possível com a atuação do consciente. Ele reconhece as referências culturais e sociais, ordenando os elementos e buscando uma intencionalidade – como, por exemplo, a mensagem a ser transmitida.

Apesar da visão preconceituosa de que o trabalho não é criativo, Fayga argumentava que a criatividade apenas poderia se realizar com o trabalho, que configura a matéria. Na Forest, a sistematização de um fluxograma e de um modelo de contrabriefing foi a maneira encontrada para ordenar o trabalho e estimular a criatividade – evitando a síndrome da página vazia.

 

Trecho do modelo de contrabriefing utilizado pela agência (Imagem: Forest)

Trecho do modelo de contrabriefing utilizado pela agência (Imagem: Forest)

 

A reunião de briefing acontece quando a agência se encontra com o cliente para entender as necessidades de comunicação. Esta fase pode ser compreendida como um impulso. Segundo a doutora em comunicação Roseméri Laurindo e o publicitário Jean Carlos D´Ávila, o impulso conduz à investigação e à coleta de dados, que permitem a busca por uma solução criativa para o cliente.

A Forest enxerga o cliente como um parceiro cuja a contribuição é essencial para a produção de conteúdo. Para garantir a transparência e a eficiência do processo, todas as informações compartilhadas são registradas no contrabriefing. O documento apresenta o problema de comunicação, os cuidados com a linguagem e as referências culturais. Os passos seguintes e o cronograma são estabelecidos para cada projeto. Com ordem e inspiração, as ideias encontram a suas estrada dos tijolos amarelos e seguem em busca da melhor solução criativa.

 

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