21

jul

2017

“O Complexo”, filme sobre a resistência indígena às obras hidrelétricas, será exibido no Festival Cine Kurumin

O documentário participa da mostra competitiva do festival em Salvador com projeção às 15h do dia 14 de julho
Documentário revela os impactos políticos, sociais e ambientais das obras hidrelétricas no Brasil (Foto: O Complexo/ Forest Comunicação)

Documentário revela os impactos políticos, sociais e ambientais das obras hidrelétricas no Brasil (Foto: O Complexo/ Forest Comunicação)

Entre imagens das aldeias afetadas e da construção das barragens, os personagens das histórias reais revelam como o processo é viciado, desde os estudos ambientais até a execução dos projetos das hidrelétricas. “O Complexo” retrata o dia a dia incerto dos indígenas e pequenos produtores que, em breve, serão removidos de suas terras. Os interesses políticos e econômicos da trama resultam na violência de agentes públicos contra as populações afetadas. As autoridades se calam diante das perguntas sobre as irregularidades e os impactos socioambientais.

O curta “O Complexo”, dirigido por Thiago Foresti e realizado pela Forest Comunicação em parceria com o Fórum Teles Pires e o Instituto Centro de Vida (ICV), participa da 6ª edição do Festival de Cinema Indígena (Cine Kurumin). No documentário, os olhares das comunidades atingidas e de especialistas ajudam a compreender como as usinas hidrelétricas, uma falsa promessa de energia limpa, são efetivamente construídas. O curta ajuda a dar visibilidade e aprofundar o debate a partir do ponto de vista dos principais afetados pelo complexo de Usinas Hidrelétricas do rio Teles Pires.

O filme, com duração de 26 minutos, denuncia os desvios de conduta por trás da construção do complexo de quatro grandes usinas na bacia do Alto Tapajós, em Pará e Mato Grosso, obras que sobrecarregam o Teles Pires. As obras comprometem a vida dos residentes na região e provocam impactos incalculáveis na fauna e na flora dos biomas da Amazônia e do Cerrado. As comunidades tradicionais e os povos indígenas sofrem com o silenciamento e as agressões na tentativa de proteger suas terras e culturas da invasão de algumas das obras mais caras do país.

Nesta edição, o Cine Kurumin exibe 42 obras, entre longas e curtas-metragens, de dez países diferentes da América, da Europa e da Ásia. De mineradoras a fazendas de gado, os povos indígenas enfrentam desafios cujas histórias são relatadas durante a mostra que traz o tema “Da minha aldeia vejo o mundo”. A programação conta também com mesas de debate e rodas de conversa.

O festival acontece entre 12 e 16 de julho em Salvador, Bahia, e, entre 16 e 19 de agosto, na Aldeia Tupinambá, Serra do Padeiro (BA). Saiba mais sobre a programação no Facebook do festival.

Não deixe de assistir o trailer do documentário. A divulgação dessa história também depende de você!

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