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out

2017

Festival de cinema internacional no Rio de Janeiro exibe documentário sobre os impactos ambientais da das hidrelétricas no Pará e Mato Grosso

“O Complexo”, a ser exibido na sessão de 14h no dia 19, retrata os danos sociais e ambientais causados pelas barragens que sobrecarregam a bacia do rio Teles Pires.
Construção da Usina Teles Pires, uma das quatro UHEs do complexo hidrelétrico na bacia do Alto Tapajós (Foto: Forest Comunicação).

Construção da Usina Teles Pires, uma das quatro UHEs do complexo hidrelétrico na bacia do Alto Tapajós (Foto: Forest Comunicação).

Indígenas, ribeirinhos e agricultores enfrentam o descaso das autoridades por trás dos impactos gerados pelas obras monumentais do complexo hidrelétrico Teles Pires, composto por quatro grandes usinas e uma série de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). O documentário “O Complexo”, produzido pela Forest Comunicação em parceria com o Fórum Teles Pires e o Instituto Centro de Vida (ICV), expõe os vícios da política de geração de energia no Brasil e a omissão dos políticos frente as irregularidades.

“É uma usina de baixíssimo impacto ambiental.” A fala de Marcelo Corrêa, o então presidente da empresa Neoenergia, expressa a tranquilidade em face à construção de mais uma usina, orçada em R$3,3 bilhões. Os especialistas entrevistados apontam que os estudos dos impactos ambientais das hidrelétricas, realizados de modo isolado, ignoram o resultado geral de todas as obras para a bacia hidrográfica do Alto Tapajós. Sem a previsão correta dos riscos, não existe uma política adequada de compensação para os atingidos pelas barragens. À margem dos estudos, diversas comunidades não recebem indenização.

Os assentados impactados demonstram indignação com as autoridades que passam por cima de seus direitos. As matas recuam diante do enorme reservatório da usina Teles Pires, onde o pescador local Oswaldo Ribeiro da Silva lamenta a degradação do rio que garantiu o seu sustento durante 14 anos. As famílias perdem sua fonte de renda e os indígenas sofrem com a violência dos agentes públicos. Para além dos efeitos na fauna e na flora da região, o filme mostra os mecanismos governamentais e empresariais para silenciar as vozes dos atingidos e assegurar a continuidade das obras.

O curta documental “O Complexo” estimula o debate sobre o custo social das barragens e confere visibilidade para um tema pouco discutido. A obra, dirigida por Thiago Foresti, já participou de dois festivais nacionais e dois internacionais e agora será exibida no Rio de Janeiro durante o IV Festival Brasil de Cinema Internacional. O filme concorre na categoria “Documentários Brasil” e tem exibição prevista para 19 de outubro.

Assista ao trailer do filme aqui e acompanheo site oficial do festival.

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